Convenhamos: cada vez é mais difícil separar as pessoas em grupos, definindo bem qual é seu estilo ou, sendo mais clara, até seu estereótipo mesmo. Volta e meia me deparo com textos falando da diferença enoooorme que há entre nerds e geeks (e tem até infográfico disso), mas você já parou pra pensar no significado que a palavra “gamer” tem ganhado? Aquela imagem pra lá de estereotipada do cara que fica horas e horas jogando no quarto dele foi por água abaixo. Quer dizer, é claro que ela continua a existir, mas e os novos ramos que a palavra “gamer” tem tomado?
Este texto é bem baseado neste daqui, que li na CNN, sobre a E3 e a tendência mobile. Vamos lá: nele é dito que a cada vez mais o jogador fica imerso em jogos que proporcionam experiências curtas, em um smartphone ou tablet, por exemplo. E é isso que muitas empresas tem feito: acompanhado essa evolução dos gamers, dividindo aqueles que chamam de “os mais tradicionais” dos mais “casuais”.
São inúmeros os estúdios que continuam investindo em grandes franchises, como é o caso de um Call of Duty, que toma hooooras e horas do seu dia. Já a Electronic Arts, por exemplo, tem apostado também em “experiências curtas e intensas”, como é falado no próprio artigo.”Nós vamos para onde os consumidores estão e, agora, eles estão basicamente em todos os lugares”, disse Patrick Soderlund, da EA Games, se referindo ao crescimento do mercado mobile.
A Sony é outra que tem seguido essa direção, indo além dos consoles tradicionais, fazendo investimentos em melhorias e jogos pra PS Vita — a empresa quer que o gamer tenha a sua “PlayStation experience” em todos momentos do seu dia, em qualquer lugar. John Koller, diretor de marketing do PS Vita, fala do interesse crescente por pequenos games, independentes, que tomam menos tempo pra jogar — bem a ideia que falei antes. Um exemplo divertidíssimo dado é o “Escape Plan”, puzzle lançado pro console portátil em fevereiro deste ano.
Apesar dessas opções feitas pela Sony e pela Electronic Arts, não há motivo pra desespero: existe espaço pra todo mundo. Outras companhias continuam investindo nos gamers mais “tradicionais”, como a Microsoft. Ela deve apresentar melhorias pro Kinect, apostando em transformá-lo mesmo em uma experiência de entretenimento pra família inteira.
David Dennis, gerente de produto do Xbox, disse que, “de games a filmes, televisão e música — como podemos nos expandir? O que você vai ver da gente na E3 é certamente uma expansão disso tudo. Temos ótimas parcerias que possam proporcionar diferentes opções de entretenimento”.
Duas outras companhias, a Bethesda Softworks e a 2K Games, se colocam na E3 em uma posição que possam atrair os gamers que estão dispostos a (e querem!) completar um jogo. Particularmente, eu cada vez mais tenho menos paciência/tempo para esse tipo, mas, né? É algo bem pessoal.
Então, a ideia central do artigo da CNN é essa: sejam horas jogando videogame na sua TV ou minutinhos na tela do seu smartphone, a E3 quer trazer novas experiências.
O que me difere, após horas jogando algum Final Fantasy, da minha mãe, que gasta mó tempão procurando novos joguinhos divertidos pra iPad? No final das contas, somos todas gamers. Deal with that!
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05/06/2012 at 16:02 |
Não é que exista uma diferença “enorme” entre Nerds e Geeks, mas as mudanças que ocorreram no mundo da tecnologia fizeram com que esses dois nomes tomassem caminhos diferentes. Aqui na França por exemplo, o termo “nerd” é quase desconhecido das pessoas, o que pode ser consequencia de uma menor influencia da cultura americana na sociedade francesa. O geek francês não tem a imagem do cara cheio de espinhas no rosto, que curte programação (games), Star Wars e revistas em quadrinho.
Em relação a palavra gamer, eu concordo em parte com você. Mas quando nos pensamos no sucesso do jogo Diablo 3 no mundo inteiro, 3,5 milhões de copias vendidas em 2 semanas à 49 euros o jogo, nos percebemos que a industria é formada pelas grandes franquias: CoD, Battlefield, Assassins Creed, Final Fantasy. O PSVITA é um fracasso de vendas na Europa e no Japão.
Finalmente, as novas empresas de software estão investindo nos jogos on-line, para tablette e smartphones porque é uma maneira mais barata de entrar nessa guerra e se fazer um nome. Os investimentos são muito menores e os riscos também. O jogador “ocasional” é um objetivo da industria dos games mas o “hard gamer” ou mesmo o gamer médio são ainda o ganha pão dessa industria.
Otimo post!
Inté
05/06/2012 at 16:16 |
Oi!
Verdade, não há essa diferença enorme entre geek e nerd. Na verdade, cai bem nessa questão que falei, de que cada vez é mais difícil definir um “estereótipo” pra uma pessoa, porque, obviamente, cairemos em limitações. Fiz esse comentário porque é estranho, acabo sempre me deparando com textos sobre essa diferenciação (sobretudo no Dia do Orgulho Nerd…foi o que mais li pela internet!). Você chegou a ver esse infográfico aqui? http://dailyinfographic.com/geeks-vs-nerds-infographic
E evidentemente a indústria é formada por grandes franquias :) inclusive contribuo muito pra isso, já que sou fã incondicional de Battlefield e Final Fantasy, por exemplo. O artigo da CNN, que inspirou esse texto, fala justamente dessa nova tendência, que reúne, justamente, um outro tipo de público. Imagina se, antes, eu diira que a minha própria mãe (!) é uma gamer?
Ah, e com certeza, essa ideia de investir em jogos “menores”, mais simples, justamente é reforçada por quem é independente e deseja investir na área, sem correr muitos riscos… =)
Brigada pelo comentário! Acrescentou bastante.
Beijo!